17/10/09
Moveleiros em busca de IPI reduzido

Depois dos automóveis e da linha branca, chegou a vez do setor moveleiro pleitear a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Nesta terça-feira, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), José Luiz Diaz Fernandez, deu mais um passo na luta pela alíquota zero por um prazo de seis meses - o que daria novo fôlego ao setor, abalado principalmente pela queda nas exportações.

De Brasília, onde se reuniu com Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o dirigente setorial conversou com AMANHÃ e se mostrou esperançoso. "A receptividade do secretário foi muito boa. Ele se comprometeu em levar a proposta e os anseios do nosso setor para o ministro Guido Mantega", explicou. Agora, ele aguarda um parecer do titular da Fazenda (que está no exterior) já para a próxima semana.

Liderados pela Abimóvel, os moveleiros pedem que a tarifa seja zerada por seis meses. A proposta prevê, ainda, que, depois desse período, o governo permita equalizar em 5% o imposto cobrado sobre chapas e móveis. Apesar de otimista, a entidade costura um "plano B", que consiste em um projeto de incentivo financeiro com linha de crédito específica para o setor. "Estamos planejando uma linha, em princípio junto ao BNDES, que ofereça crédito a juros razoáveis", revelou Fernandez.

Apesar de abalada pela crise econômica que eclodiu no segundo semestre do ano passado, a indústria brasileira de móveis apresentou resultados positivos em 2008, com faturamento de R$ 27 bilhões - ante uma receita de R$ 22 bilhões no ano anterior. Agora em 2009, no entanto, o desempenho tem sido fraco, com perspectiva de queda de 10% nos negócios no mercado interno. A baixa na performance é atribuída especialmente ao aumento do consumo de eletrodomésticos e automóveis, que receberam incentivos governamentais e se manteve em alta. Já as exportações recuaram 33%, motivadas pela valorização do real e pelo baque econômico em países como os Estados Unidos, França, Reino Unido e Argentina, principais mercados do Brasil. Assim como tem acontecido com alguns outros segmentos, uma das alternativas para amenizar as baixas é o aquecimento do consumo doméstico, que poderá ser impulsionado caso aconteça a redução no IPI. "Sentimos que o cenário ainda pode ser revertido no mercado interno", disse Fernandez.

No Brasil, o setor moveleiro é formado por mais de 15 mil indústrias, responsáveis pela geração de aproximadamente 260 mil empregos formais

FONTE: http://www.amanha.com.br

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